Em média, a endometriose leva cerca de sete anos para ser diagnosticada. Durante esse tempo, muitas mulheres passam por vários médicos, fazem inúmeros exames e ouvem que a dor é normal. Entender por que isso acontece é o primeiro passo para mudar essa história.
O que é a endometriose
A endometriose é uma doença inflamatória crônica em que um tecido semelhante ao endométrio, a camada que reveste o útero por dentro, cresce fora do útero. Os locais mais comuns são os ovários, o peritônio da pelve e os ligamentos que sustentam o útero, mas a doença pode atingir intestino, bexiga e outros órgãos.
As causas ainda não são totalmente conhecidas. A explicação mais difundida é a menstruação retrógrada, em que fragmentos do endométrio refluem pelas trompas e se implantam em outros locais.
Sintomas mais comuns
- Cólicas menstruais muito fortes
- Dor abdominal ou pélvica fora da menstruação
- Dor durante a relação sexual
- Dificuldade para engravidar
- Dor e mudanças no hábito intestinal
- Mudanças no hábito urinário
Por que o diagnóstico demora
1. Falta de informação da paciente
Sem conhecer a doença, muitas mulheres acreditam que seus sintomas são normais e não procuram ajuda. Muitas só ouvem falar de endometriose ao ler sobre o assunto ou conversar com outras mulheres.
2. Falta de preparo de parte dos profissionais
Há muitos relatos de pacientes acompanhadas por anos sem que a endometriose fosse considerada, principalmente quando a queixa é dor na relação sexual. Ainda é comum ouvir que o sintoma vai passar com o tempo.
3. Timidez para falar do assunto
Os sintomas costumam começar na adolescência. Nessa fase, a timidez e a falta de informação dificultam a conversa, e muitas mulheres só buscam tratamento na idade adulta.
Como encurtar esse caminho
Dor que atrapalha a rotina não é normal e merece investigação. Uma avaliação feita por uma equipe que conhece a doença, com exames de imagem realizados por radiologistas especializados, permite chegar ao diagnóstico com muito mais rapidez. Se você tem esses sintomas ou conhece alguém que tem, compartilhe este texto.
Ele não substitui a avaliação médica. Se você se identificou com os sintomas, procure atendimento especializado.